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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Não vou deixar este blog morrer...

Quando este blog foi criado pelo meu marido, foi uma tentativa dele em me ajudar numa fase mais longa de depressão,  pânico, e dor de viver.
Deu certo! Passei 3 anos interagindo com muitas pessoas do Brasil inteiro. Me envolvi com artesanato e afins. Aprendi a costurar, e dediquei-me aos afazeres com as mãos, mantendo a cabeça ocupada. Terapia mais perfeita não há.
Veio a fase de 'ser Doula', que me satisfaz, embora já não ocupe o papel de terapia, e sim de ocupação central na minha vida. Parecia-me que cheguei ao ideal de 'fazer o que se gosta'. E cheguei a conclusão fatal de que fazer o que se gosta não existe. Não é garantia de felicidade. É um meandro do cérebro em busca de sanar insatisfações que embalamos na mais fina seda para termos a sensação de que somos bem sucedidos e tentar engabelar outros com essa ladainha.
Não consigo administrar muito bem o ativismo que aflorou, e sofro com as relações tortuosas que se apresentam neste cenário. Sou completamente coração, aonde a razão se faz mais necessária. 
E como em qualquer meio em que a presença de egos possui fertilidade, neste cenário também preciso conviver com egos inflados, sem conseguir conter o meu próprio, o que tem me deixado entristecida.
Meu marido sugeriu que eu retomasse o bloguinho e as costuras, posto que, tenho milhões de projetos salvos a serem executados, e subverto-me à auto-sabotagem em não realizá-los.
Deixando as elucubrações de lado, vou mostrar a penúltima toalha que bordei, e fronhas em andamento para serem usadas pelo período natalino.
Minha casa continua em reforma, motivo que tirou a minha vontade de mimar a casinha, como fazia antes. Mas como diz a minha filha, a vida é o presente, e até quando viverei como uma noiva a guardar enxovais, esperando o noivo decidir-se pelo casório?!
Uma toalha com capuz para uma linda menina chamada íris. Amei este nome, inspira.

A gata que insistiu em aparecer na foto chama-se Aveia, minha companheira nos bordados e costuras. Às vezes faz uma bagunça danada nas linhas, até penso em matá-la rs Espia o comportamento:



Abaixo, a foto de uma das fronhas em andamento... e a gata 

No canto esquerdo da foto, com estampa de chapeuzinho vermelho, é uma bolsa inacabada. Assim que estiver pronta, volto para postar.
E volto, mesmo!


Bjs 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A vida me dá limões, mas eu tenho amigas que me dão cachaça e açúcar pra fazer uma caipirinha

Eu não gosto de me lamuriar da vida, já gostei. Tenho conseguido fazê-lo menos. Portanto, evito usar as redes sociais para tal fim. Há quem nem perceba meus momentos aflitivos.
Semana passada a vida me 'sorteou' com um grande dissabor, que somado a outros tantos, me desestabilizou. Saí do prumo, por assim dizer.
Amigos são anjos, só pode. No caso dessa amiga especialmente, é uma bruxa. E aprendam, as melhores amigas são bruxas. 
Ela mandou uma msg me inquerindo a responder o que estava havendo? Eu cai em prantos. Conversamos bastante, e pude aliviar a minha dor. Dias depois eu recebo este vaso com flores:

Cai no choro, novamente
Juntamente com as flores, um cartão:

Edna Karlaaaaaa, agradecer é o que reza toda boa educação. E agradeço, sim, apesar de nem ser lá muito educada rs 
Sou uma pessoa de muita sorte. Sei que nem todo mundo tem amigos de verdade. E o mais importante, amigas-bruxas, daquelas que a gente introduz a queixa, e ela já sacou a ladainha toda! 

A floricultura atrasou a entrega e para reparar o deslize, mandou-me uma rosa, que deixei solitária num vidro de leite (sem leite), com água.

Daí os dias vão passando, eu vou regando as flores, e testemunhando a ação do tempo lhes roubando a vida, contudo, pereneando a mensagem de amor ao próximo que elas me trouxeram. Aí escrevendo, eu choro novamente.


Bjs da Lia


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